
Ainda alguém me há-de explicar o terrorismo subliminar ao dia 14 de Fevereiro.
É que, desde que esta aberração foi importada para as nossas bandas, a malta tem engolido alegremente ( a fingir que gosta) as sugestões baratas de amor instantâneo ora cheiroso ora achocolatado ora travestido de roupa interior com fios dentais e o diabo a sete.
E, quase sem dar por isso, numa dormência passiva, vamos deixando que essas escolhas que os outros fazem por nós, destruam toda a magia dos nossos códigos secretos, de todos os gestos que verdadeiramente nos fazem sentir amados e únicos em alguns momentos da nossa vida.
Por isso proponho que lutemos todos contra o mau gosto do dia dos namorados que cada vez mais invade o nosso direito à originalidade e à descrição dos amores eternos.